Como fazer uma Tabela salarial

Vivemos em mercado de muitas transformações e apesar da Carreira Profissional não ser mais única e exclusiva de responsabilidade das organizações, ter uma Gestão de Carreira em sua empresa é um grande diferencial no mercado. A área de Plano de Cargos e Salários é uma das mais valorizadas atualmente, isso se deve a sua complexidade e poder de resultados que ela pode atrair. Mas como dito, é complexo e exige metodologias específicas para seu desenvolvimento. Mas não se preocupe, nesse texto vamos esclarecer e te ajudar a desenvolver uma das etapas do Plano de Cargos e Salários, a Tabela Salarial.

Nessa tabela aplicamos a Classificação de Cargos e os dados da Pesquisa Salarial para desenharmos o plano de crescimento de cada cargo. Se você ainda não fez essas etapas ou tem dúvidas de como fazê-la, acompanhe nossos conteúdos de Como fazer uma Classificação de Cargos” e “Como fazer uma Pesquisa Salarial” e fique por dentro do assunto.

Após obter os dados de Classificação de Cargos e Pesquisa Salarial, é necessário mensurarmos as médias salariais de cada classe, como exemplo: Todas as médias salariais dos cargos da classe 1, 2, 3 e assim sucessivamente, a união dessas médias definirão a média total de cada classe. Chamamos esse processo de Equação da Curva da Salarial, no qual ajustamos o máximo possível as médias salariais do mercado, conforme pesquisa, com a realidade da empresa por meio de formulas específicas, segue exemplo desse ajuste:

Médias Salariais das Classe desajustada. Percebemos que não há uma linha de crescimento exato entre as classes.
Médias Salariais das Classe ajustada. Percebe-se após os ajustes há um crescimento mais retilíneo entre as classes.

Após os ajustes das médias salariais de cada classe, você terá as informações para calcular o crescimento salarial de sua tabela. Utiliza-se as médias salariais como o meio da tabela e, aplica-se uma fórmula de crescimento de 5%, 7% ou 9% a cada nível, sendo necessário fazer o mesmo para os salários que antecedem a média da tabela. Ou seja, para níveis maiores do que a média da classe, cresce conforme percentual escolhido, para níveis menores do que a média da classe, diminui conforme percentual escolhido.

Segue exemplo de fórmula de 9%:

Observe que a meio da tabela está com o valor aproximado com o exemplo do segundo gráfico, referente a classe 5.

E é aqui que definimos conforme os valores da Tabela, se profissional corresponde ao Júnior, Pleno, Sênior ou Master! Para lhe ajudar nessa decisão, é imprescindível que sua empresa adote Políticas bem definidas e claras, por isso não deixe de desenvolver a Política de Cargos e Salários. Indicamos também, que implemente junto a Plano de Cargos e Salários, a Avaliação de Desempenho para mensurar o nível de entrega e preparo de cada profissional, assim será possível subsidiar e justificar as diferenças salariais para profissionais que ocupam o mesmo cargo, conforme artigo 461 da CLT que diz, que as diferenças salariais estão autorizadas quando a empresa adota Plano de Cargos e Salários e promoções por merecimentos, ou seja, por entrega/desempenho. Desta forma, entendemos que a Avaliação de Desempenho é também uma ferramenta no qual podemos comprovar sistematicamente as diferenças de entrega de cada profissional.

Percebeu como essa ferramenta é poderosa, não é mesmo? Quer saber mais sobre como desenvolver Plano de Cargos e Salário? Então vem com a gente! A Rosso Consultoria e especialista em Gestão de Carreira, atuamos com diversas ferramentas de Gestão de Pessoas e podemos ajudar a sua empresa alcançar melhores resultados através da Gestão estratégica de seus profissionais. Clique aqui e fale conosco, nosso Time de Consultores irá te auxiliar.

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REFERÊNCIAS

SENADO FEDERAL. Consolidação das Leis do Trabalho – CLT e normas correlatas. In: SENADO FEDERAL, CAPÍTULO II – Da Remuneração. Brasil, 2017. p. 75. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/535468/clt_e_normas_correlatas_1ed.pdf

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